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3 de dezembro de 2011

Resultado - 166ª semana

A moça por Z ! em "I'm underground"

Quando ela chegou, eu devia ter uns onze anos e Carol uns nove. Ficamos acanhadas de início, mas queríamos mostrar-lhe toda a casa e onde ficava cada coisa. Era uma moça simples da zona rural de uma cidade próxima, foi o que ficamos sabendo. Negra, de baixa estatura, não devia ter mais que vinte anos. Bonita a danada. Gente fina nas primeiras observações. Sorria com tamanha facilidade; com qualquer coisa mesmo. Era toda bobinha, engraçada ela. Acho que nunca tinha visto um computador, apesar de saber que existia. Certa vez, numa das nossas viagens, ela experimentou o elevador. Ficou nervosa, tonta, cheia de piriri. Não queria saber de elevador, só de escada. Ah sim, e a escada rolante? Ficou apaixonada. E depois ela se acostumou com o elevador também, não queria mais escada. Uma moça boa, trabalhadeira, confiável – minha mãe dizia. E era mesmo, não se cansava não, mas reclamava mais que minha avó nos dias de bagunça.
Chamava-se Elizabete. Elizabete de Jesus. E, ao contrário do que eu pensava, tinha mais de vinte anos, mas não aparentava não. Virou uma pessoa da família de tanto tempo que passou com a gente. Na cozinha não era lá essas coisas toda, mas, vez ou outra, inventava umas “artes” que saiam bem gostosas. Foi ficando moderna, vivia inventando modelos de roupa e me pedia pra dar uma olhada em uns na internet. Tinha um sonho: seria costureira.
Um dia eu estava pela rua e vi num poste um cartaz anunciando um curso de costura. Anotei o número e passei pra ela. Animou-se toda. Foi lá, se inscreveu, começou. De início eu não colocava muita fé não porque era desastrada a doidinha. Mas em menos de um mês já estava “craque”, cheia de planos e fazendo uma roupa atrás da outra com um capricho pros deuses. Determinada, arteira, cheia de aspirações; por isso meu pai e minha mãe fizeram uma vaquinha e compraram-lhe uma máquina. Aí pronto, começou a se achar a estilista. Costurava pra todo mundo aqui em casa e pra as amigas. Um sucesso. Depois de um tempinho começou com um papo de que ia trabalhar em fábrica. E lá foi ela, mudar de vida.



2 de dezembro de 2011

Resultado - 165ª semana

Animal sem estimação por Vagner de Alencar em "Vida em Crônicas"

Família gigantesca sempre deu nisso: números exorbitantes. Eis então a contabilidade: uma bisavó de 90 e tantos anos, uma centena de primos, duas dezenas de tios e tias, quatro irmãos... Não bastante a procriação em demasia, também não poderia faltar no balaio as outras criações: os bichos.

Quem desembarcar lá no inóspito povoado Cavada II, há 40 km de Vitória da Conquista (BA), onde morei boa parte de minha infância, vai se deparar com uma infinidade de animais per casa. Isso mesmo. Desconheço uma casa que não tenha ao menos um cachorro. Os nomes dos cães são os mais comuns possíveis. É Rex, Baleia, Bingo, Bolinha, Pipoca...

E os bichanos vão desde os mais dóceis - de estimação -, àqueles especialmente adestrados para a caça. Que diga meu tio José Carlos, vulgo Zé Babão. Acompanhado de seus quatro cachorros, ao menos duas vezes, saía pro mato para caçar tatu, luís-cacheiro e qualquer outro animal que lhes sirveria de comida. Na cangalha do caçador de primeira já vi de tudo quanto é bicho: tamanduá-bandeira, cachorro-do-mato, tatu-bola, até gambá.

Na casa de Sinvaldo, marido de minha tia paterna, não faltam aves. Lá é uma cantoria danada, embora não seja nada prazeroso ver os pássaros privados de liberdade.

Em dona Delita, irmã de minha vó Alice, a atração do recanto é o papagaio, que aprendera até a falar os nomes dos netos. Início deste ano, quando visitei sua casa, quem disse que o falso falador pronunciou algum substantivo. Nadinha. Mas ao menos ele se atracou no meu ombro, depois de mordiscar levemente meu dedo indicador enquanto acariciava seu cocuruto.

Enquanto isso, na minha casa passaram vários tipos de bichos. Os cachorros (Bingo, Pipoca e outro que, me perdoe, não me recordo o nome), gatos (Suzy e Suzana) e periquitos sem alcunha. Porém a criação da bicharada não parou por aí: vieram as galinhas e os porcos, quando não surgiram cobras e taturanos. Certa vez apanhei uma gigantesca, que havia visto só em filmes. Coisas de quem mora na zona ruralíssima.

E destilando toda a minha ironia nessa oração: como eu os adorava. Toda semana eu era incumbido da ingrata missão de comprar ração aos quatro porcos que residiam a chiqueiro especial arquitetado para eles. A lavagem recolhida dos restos do almoço e janta também iam parar lá na “casa” deles. Dois sacos de farelo de milho eram suficientes para alimentar os suínos por uma quinzena.

Além dos bichos, que não tinham estimação nenhuma, era a vez das aves. E quem dera fosse algum periquito escalando sua mão, correndo até a altura do ombro. Eram as galinhas, montes delas. Deixar a porta da cozinha aberta era a certeza de que elas invadiriam o recinto à procura do que comer.

Muitas foram as vezes que elas derrubaram as panelas, quebraram copos, pratos, encheram de cocô o piso. Nessa época, eu nunca usei tanto o verbo tanger. “Vai lá tanger as galinhas, menino!”, bradava minha mãe.
E quando era a hora de alimentá-las! Numa vasilha feita por meio da lata de óleo de soja vazia ia eu, quando não um dos meus quatro irmãos, distribuir milhos às aves detestáveis.

“Bruuuum, tititi, bruuuum, tititi!!!” E depois de proferir o som de invocação dos galos, galinhas, pintos e sei mais que tipo de ave galinácea, dezenas delas surgiram de todos os cantos, catando os grãos sobre o terreno.

Mas, graças a Deus, e especialmente às minhas preces, elas foram tomando outros rumos, longe de casa, claro. Ora pra panela, ora pro terreno que algum vizinho criador das aves. Os porcos seguiram o mesmo destino. Abatidos com um machado sobre a testa, depois de passar pela água fervente, maçarico e outros instrumentos que não valem a pena descrever aqui, eles iam parar no cozido feito pelas prendadas donas-de-casa.

Meu tio mais novo por parte de mãe criou durante vários meses uma dezena de suínos. Depois de um ano, os pequeninos porcos se tornaram leitões graúdos. A vara foi vendida para outro criador, e ao meu tio lhe rendeu, juntamente com outras economias, seu primeiro carro, ano 83. Enquanto os leitões foram vendidos, quem não tinha preço era Perigo.

O cachorro desse mesmo tio honrava o nome que tinha. Nunca o vi distante daquela corrente que prendia seu pêlo preto e branco. Mas acho que quem jamais o esqueceu foram os transeuntes abocanhados pelo bicho de estimação da família Fernandes.

Resultado - 165ª semana

Tente por Elaina em "Um motivo"

Eu sei lá sabe, mas dá uma dor de barriga olhar pra ele, sorrindo desse jeito,vendo as nuvens se aproximarem. E os pés no asfalto, a cara amassada, as mãos suadas. Eu sei lá sabe, mas me dói ver ele aqui, do meu lado e não poder tocá-lo. E não tocá-lo da forma que eu queria. E essa dor que não passa. E tudo que fica.
- Eu gosto de como as nuvens ficam quando está próximo de uma tempestade.
- Eu gosto de você.
...
Eu fui, falei e pronto. Saiu. E a chuva veio. E a rua inundou meu peito. Ele tá martelando sabe. Ele tá batendo feito um condenado.
- Eu-eu vou pra casa. - Ele tem boas pernas pra corrida, sempre teve. A chuva parece deixá-lo passar. Mas eu, eu fico ali, banhando-me, doendo-me.
- Você não vem? - ele grita longe, o som das gotas tampando minha visão, minha audição. Como eu escutei aquilo mesmo? - Você não vem? - ele sussurra, no meu ouvido, minha barriga dói daquela maneira e os olhos dele parecem me queimar. Que inferno. Que seja.
- O que foi? - eu pergunto, esperando, encarando. Ele sorri aproximando-se.
- Eu gosto de você também. - E tudo para.
Tudo.

1 de dezembro de 2011

Resultado - 165ª semana

Mais um texto participante da semana passada:

Transformações por Nina Linhares em "Caixinha de Sentimentos"

O tempo lá fora cai em gotas. No Chão formam-se poças que refletem as flores coloridas do jardim. E mesmo no cinza do dia, elas sorriem agradecendo a chuva, exalando cheiros que invadem a alma.
Um pássaro descansa logo ali num Ipê florido, sacode as asas coçando – as com o bico.
E eu daqui da varanda observo o movimento da vida, sem querer perder nenhum instante sequer. Como se meus olhos fossem uma máquina fotográfica poderosa, e na verdade são. Desfio os momentos distraidamente como se fossem uma fita de presente. Fio a fio vou desmanchando – a, deixando com que caiam aos meus pés.
Como a fita desfiada, os momentos também não voltam a ser como antes, eles passam num piscar de olhos, mudam e desmancham – se rápidos, sorrateiros... Mas os fios que estão no chão, posso transformá-los num novo enfeite, assim como posso transformar os momentos que passaram em doces lembranças.
O que vejo agora, nunca será como ao que vi instantes atrás.
A vida transforma-se, assim como as gotas da chuva, que ao caírem nas poças, mudam os reflexos das flores e o pássaro levanta vôo em busca de outros galhos. Os meus olhos não congelam as imagens, não param o tempo – Ainda bem!
Tudo muda num breve olhar.
A fita nunca será a mesma, mas ao transformá-la estarei abrindo novas possibilidades. Criando expectativas e poderei usá-la para enfeitar meu próximo instante.



30 de novembro de 2011

Resultado - 165ª Semana

No novo formato do Blorkutando o resultado será postado ao longo da semana. A cada dia um texto vencedor será publicado qui no blog na integra. Espero que todos gostem e aproveitem mais o espaço. Vamos postar em ordem alfabética e dependendo do número de textos escolhidos vamos ter textos todos os dias da semana ou apenas três vezes. Até sábado teremos os outros dois textos vencedores e a partir dessa semana 166 os textos serão postados a partir de sábado. Sem atrasos.Um dos textos vencedores da semana 165 foi:

Uma Garota. Um Policial por Lí em "Hey, Hey, Garota Lií"

Não aguentava mais correr, a polícia estava sempre me perseguindo, qualquer que fosse o lugar que eu me espreitava a entrar, eles me encaravam, com suas lanternas e suas sirenes, prontos para me colocarem algemas e me levarem à delegacia.

Foi em um beco escuro que eu me descontrolei, acabei escorregando numa poça d’água e perdi o equilíbrio, quando dei por mim, já estava dentro de um carro, ouvindo um dos rapazes de roupa azul, aparentemente de idade e com falta de aptidão física, se queixando de tanto correr com seu companheiro, ele disse que se eu o fizesse de novo me daria um tiro, e ainda diria que seria por legítima defesa. O que mais eu poderia fazer? Simplesmente me acomodei no carro e observei a paisagem, nunca gostei daquela cidade, ela era muito escura, lembrava aqueles filmes sobre heróis de Hollywood, que quando uma moçinha está sendo perseguida por bandidos corre para um beco e começar a gritar por socorro, e em meio à chuva aparece um rapaz e manda os vilões largarem as armas.

Exatamente depois de vinte minutos, chegamos à delegacia, já tinha me acostumado com o banco daquele carro, me lembrava uma cama de hospital que no começo é dura, mas depois se torna confortável, em meio a essa sensação senti uma mão dura e totalmente bruta me segurando pelos braços, e uma voz bem mais grossa do que a dos policiais que estavam no carro, quando percebi já estava fora do carro, subindo uns degraus, e com diversas luzes fortes no meu rosto, eram câmeras.

Quando dei por mim já tinha entrado na delegacia e estava sentada numa cadeira, tinha alguns papéis sobre a mesa, e acabei nem ligando tanto para eles. Notei que estava vivenciando um interrogatório e que diferente de todos os meus sonhos não era eu quem iria perguntar e esperar uma resposta, e sim o contrário. Não havia ninguém na sala, mas aquela janela preta estava bem na minha frente, eu sabia que tinha alguém logo atrás dela, observando todos os meus movimentos, diferente dos meus sonhos a sala era bem maior, e também bem iluminada, a mesa era redonda ao invés de retangular, a minha cadeira era confortável e tinha uma cor não muito escura.

Ouvi um barulho de uma chave abrindo a porta, um jovem disse que estava tudo bem, e logo atrás dele havia outro homem, este com cabelos grisalhos e usando óculos, o jovem posicionou-se atrás de mim, enquanto o senhor simplesmente sentou na cadeira e abriu a pasta com os papéis que eu havia ignorado. Senti uma agulhada no meu braço, e soltei um belo de um palavrão. Bati a cabeça na mesa, e perguntei que diabos eles estavam fazendo, o homem apenas respondeu que era uma espécie de vacina que iria me fazer dizer somente a verdade, o jovem jogou fora a seringa e saiu da sala.

O senhor começou a me encarar, começou a jogar algumas imagens na minha frente, com algumas prostitutas que segundo ele tinham sido mortas por um bando de rapazes que há meses eles tentam encontrar, e que faziam parte de uma organização secreta que tinha como fundamento acabar com tudo que não preste para eles e que não dê lucros, em seguida jogou mais algumas imagens, nelas tinham algumas pessoas que sofreram queimaduras de terceiro grau, mas que ainda estavam vivas, segundo ele moradores de rua. Fiquei parada, observando os movimentos daquele homem que não parava de contar sobre esta organização, como se eu não soubesse de nada, havia me cansado de ouvir sobre eles, então deitei a cabeça na mesa e comecei a encarar o senhor, ele cruzou as mãos e botou-as embaixo de seu queixo, como se estivesse pensando, e disse que iria parar de falar de algo que eu já conhecia sobre, e pediu para que eu contasse tudo para ele, até onde os rapazes estavam.

Mas que diabos, foi o que eu pensei, como um policial desses pode achar que eu iria revelar onde eles estão? Ia debochar da cara dele, quando senti uma sensação estranha, um desconforto no estômago, na minha mente, as palavras não iam sair da forma que eu queria, lembrei, era a maldita injeção que o jovem havia me dado, o velho começou a rir e disse que sabia que eu iria esquecer daquilo, então prosseguiu e pediu para que eu contasse tudo.

Sem me controlar, acabei contando tudo o que sabia, comecei a chorar, e sentia toda a minha maquiagem saindo, e as palavras saiam de forma que eu não podia segurar, disse a ele que um deles era um parente e havia me dado a proposta de dinheiro fácil e na época eu estava desempregada, admiti que fiquei encantada com a proposta, e como um de nossos melhores amigos tinha morrido por causa de uma prostituta revoltada por não receber o pagamento do serviço, decidimos começar por essa raça, e motivados pela adrenalina de matar, resolvemos acabar com o sofrimento dos moradores de rua, o mais incrível era encontrar dinheiro de pessoas que jamais imaginaríamos ter, e que graças a isso, conseguimos encontrar mais pessoas que também estavam dispostas a matar, o pior de tudo é que algumas não se controlavam e acabavam matando que não merecia, isso irritava muito, e hoje era o dia de aniquilar esses imbecis, até que alguns policiais haviam nos visto.

O senhor parou o meu discurso e percebeu o sorriso no meu rosto, ele levantou a minha cabeça que estava encostada sob a mesa, e apenas perguntou, onde eles estão? Eu sabia que o soro não iria me deixar mentir, mas uma proposta não seria nada mal naquela ocasião, até por que com o dinheiro que eu havia juntado poderia muito bem viver em paz por alguns meses, foi então que olhei para ele, com toda a maquiagem borrada, e apenas disse que se me deixasse em paz e os levaria até eles. Ele concordou, e então se virou para a janela preta, e disse para o jovem entrar na sala, para me remover da cadeira e me pôr no carro.

A sensação de estar numa cama de hospital voltou, mas dessa vez a única diferença é que eu sabia para onde estava indo, ia me lembrando da rua por algumas cenas, até por que sempre mudávamos de esconderijo para evitar a proliferação de pessoas diferentes, e só algumas continuavam a participar da organização. Foi assim, que eu os guiei e comecei a imaginar como seria a minha vida a partir desse momento, sem ver sangue, sem ver fogo, sem correr atrás de alguém e principalmente sem ver a policia.

Quando chegamos ao local, que estava como de costume escondido em meio às árvores, o jovem abriu a porta do carro, e pediu para que eu me retirasse e mostrasse onde era o nosso esconderijo, imediatamente pedi para que ambos me acompanhassem, e em meio a galhos batendo em minha face, e lama prendendo os meus pés, mostrei a eles o caminho e quando chegamos lá, tudo estaria perfeito, se não fosse por um motivo, aquela velha usina estava totalmente coberta por cinzas, por sangue, e havia diversos corpos jogados ao chão, com o seguinte dizer: “extermine algo e este algo te exterminará”, imediatamente comecei a correr, mas o senhor me perseguiu e me jogou ao chão e disse que o trato estava desfeito. Naquele momento todos os meus pensamentos foram embora, e acabei apagando.

Texto por: Lií do blog "Hey, Hey, Garota Lií
Um dos vencedores da semana 165 do Blorkutando.

19 de novembro de 2011

Resultado - 164ª Semana

Um Novo Dia em "Cartas para Você" por Duda Almeida
Os dias passaram de uma forma inacreditavelmente rápida. Meu olhar pela fresta da janela consegue ver claramente os raios de sol e as flores que acabaram de surgir. A vida continuou. A sua vida continuou. Mas, a minha ainda tenta seguir em frente. As verdades, ainda ecoam em minha mente. Tentei mudar de cidade, ficar longe e tentar esquecer. Um plano fracassado. Tentei o plano B, C, D, e várias letras do alfabeto. Nenhum deles funcionou. [...]

Cause You Make me Feel em "Pulo de Pipoca" por Lívia
Não se assuste se me encontrar estática com os olhos arregalados, olhando para o nada. Sem piscar. Quando olho para o nada mergulho em mim mesma e esqueço tudo a minha volta.O nada onde fixo meus olhos é como um grande telão branco de cinema, perfeito para a projeção dos milhares de “filmes-memórias” que existem em minha mente. Analiso cada cena para descobrir algum detalhe que deixei passar. [...]

Vamos falar de Amor? em "Refúgia das Palavras" por Iasmin Cruz
Diante as várias formas desse sentimento, quero falar de um essencial, o AMOR PRÓPRIO. Baseado nisso, eu pergunto: Você se ama? Você está feliz com o que você é? Você está bem com seu corpo? Eu creio que muitas diriam NÃO, muitas queriam mudar algo ou tudo. Mas uma coisa eu aprendi com a vida: se você não se ama, não pode amar ninguém. Se amar, está bem consigo mesma é a peça chave para amar alguém, para conviver com o outro, para ser feliz. [...] 

O Primeiro (e último) Aniversário de Osmilda em "Vidas em Crônicas" por Vagner de Alencar
Durante 40 anos de idade, ela nunca tivera comemorado sequer uma única festa de aniversário. Aquela seria a primeira e a derradeira de sua vida. Toda vida Osmilda fugira de festejos. Definitivamente não gostava deles. Surpresas, nem pensar. Aquela noite, iluminada por uma imensidão de estrelas que formavam sombras na estrada de chão batido de terra vermelha, deixou também a sombra e a lembrança duma data que, por mais que se queira, jamais será esquecida. [...]

Uma Noite na Ópera em "Wink!" por Mia Sodré
Ela sabia que era tarde. Sua alva pele aos poucos se transformava naquilo que sempre detestou - plebe, comum. Era um movimento repetitivo, uma espécie de autotortura que fazia ao confrontar-se consigo mesma, ao confrontar-se com sua verdade velada em espelhos. Estava, aos poucos, envelhecendo e toda a maldade de seus pecados ocultos e ininteligíveis se reuniam para lhe assombrar à frente daquela superfície espelhada que fora um dia tão admirada por revelar um ideal grego de outrora. [...]

Peoples change. Memories don't  em "Yet Love" por Dinha Cavalcanti
Eu estava cansada. Sim, fisicamente, psicologicamente e emocionalmente cansada. As várias noites sem dormir me deram olheiras enormes e escuras, rosto pálido e olhar vago. Meu corpo todo desejava apenas alguns minutos desligados da mente que trabalhava a todo vapor. As memórias vinham sem misericórdia, sem escrúpulos e me atormentavam noite e dia, em uma sequência de imagens que alternavam entre alegria e tristeza, alegria e tristeza. Raramente eu conseguia fechar os olhos e ver apenas um cenário preto. [...]
Obrigada a todos que participaram essa semana e parabéns aos escolhidos! Até breve com o novo tema e fiquem de olho nas mudanças que vem por ai. :)

12 de novembro de 2011

Resultado - 163ª Semana

Essência em "Di-Lua" por Lary
Para muitos não passava de uma casa no meio do nada, para mim, era no meio do tudo. Junto com a natureza, com os animais, com o desapego, com o sentimento, com Deus, e com o mais importante, comigo mesma. A vida na cidade grande tinha me transformado em um ser que eu não conhecia, e agora estava me descobrindo e me reinventando no meu novo lar. [...]

Em Busca da Felicidade em"Escrito por Extenso" por Romário Cavalcante
Correram em direção a casa. Ela lembrava inverno na casa da avó. No entanto estava suja e pouco iluminada. Dentro não havia nenhuma mobília, a não ser um velho baú vermelho no centro da sala, bem visível a quem entrasse pela porta principal. Havia um cachorro, também, que babava muito. Devia ser esse o monstro babão, pensaram eles. Mas de monstro ele não tinha nada. Balançou o rabo com uma alegria contagiante, assim que os viu. [...]

Uma Casa no Meio do Nada em "In My Place" por Leila Hani
De repente o tempo pareceu passar mais lentamente. Não, na verdade parecia retroceder; o simples fato de pisar naquele chão me fez voltar anos, era como se as lembranças da minha infância fossem imagens se movendo numa grande tela de cinema. Apesar de consideráveis anos terem transcorrido desde que deu as costas aquele lugar, ele permanecia praticamente inalterado. [...]

29 de outubro de 2011

Resultado - 161ª Semana

 O que move você? Muitas coisas podem mover uma pessoa, mas geralmente elas respondem de maneira unissíno, meus sonhos. O Blorkutando quis saber o que move nossos participantes. O que faz você sair da cama todo dia e seguir em frente. A eterna busca da felicidade, do sucesso ou de grandes acontecimentos. Afinal o que move você? Não tivemos muitos afim de responder essa pergunta, contudo foi interessante ver diferentes coisas motivam as pessoas e ao mesmo tempo que no fundo todos desejam as mesmas coisas. Os escolhidos em ordem alfabética são:

O que Move Você? em "Brand New Day" por Rafaela Moraes
No mundo real o que me move é saber que qualquer dia desses vou acordar e verei um milagre, pode ser amanhã, semana que vem, mas eu verei um milagre. De alguma forma todos nós esperamos um milagre à cada segundo de nossas vidas, o impossível tornando-se possível bem ali na sua frente e você sem palavras apenas com lágrimas nos olhos. [...]

Senta lá, Augusto em "In My Place" por Leila Hani
Conhece-te a ti mesmo, diria Platão. Nenhum motivo pode ser mais forte do que o desejo de superar a si mesmo. A necessidade de ultrapassar os próprios limites, de fazer algo diferente, de se tornar uma pessoa diferente, bem, são bons motivos para perseguir [...]

Desapego em "Wink!" por Mia Sodré
Era manhã na cidade. O Sol entrava silenciosamente por entre as frestas da janela de madeira, e com ele, uma sentença: é hora de se desapegar. A partir daquele dia, o desapego começou a ser minha motivação. Desapego do que eu era para uma transformação do que eu poderia ser. [...]

22 de outubro de 2011

Resultado - 160ª Semana

Temas livres são sempre engraçados porque rendem textos muito semelhantes ou muito diferentes. Essa semana no geral foi uma semana uniforme. Acho que de alguma forma a blogosfera sobrevive ainda graças aos apaixonados, seja no sentido pura da palavra ou mais amplo. Falar dessas paixões e amores é o que mantem tudo em pé ainda.  Amar pessoas, bandas, livros, coisas. Expressar em linhas e contos tudo isso. Transcrever em entrelinhas contando a história alheia. Fique com os textos escolhidos essa semana, mais uma vez em ordem alafabética:

Vamos ter uma DR em "In My Place" por Leila Hani
Quantas vezes você já ouviu um artista dizer que os seus fãs são a coisa mais importante? Quantas vezes já ouviu um fã dizer que o seu ídolo é a coisa mais importante? Será que o fã, na qualidade de freguês tem sempre razão, ou seja, o artista tem mesmo que fazer algo de que seu público certamente vai gostar, que seja totalmente esperado? [...]

Finja que o Amor não Existe em "Mundo de Nati" por Natalia 
O amor é uma mentira que o nosso coração insiste em nos fazer acreditar. Mesmo sabendo que as coisas serão iguais e só o personagem será diferente, continuamos, porque pensamos que dessa vez poderá ser diferente. Nos iludimos novamente. Agimos cegamente, a carência faz de nós cegos que enxergam apenas quando querem e fingem não ver o que lhe faz sofrer. [...]

Inacabado em "Wink!" por Mia Sodré
Um dia eu vou abrir seu perfil em sua rede social favorita, como sempre faço, só para saber se você está bem e irei ver uma pequena modificação. Lá estará escrito: aquele que um dia você chamou de amor está em um relacionamento sério com uma garota qualquer que não é nem metade do que você é (sim, porque minha muito fértil mente tende a desqualificar qualquer pessoa que esteja com você) [...]

Fim de Fetsa em "Wonderland" por  Zinha Cordeiro
Vimo-nos. Então, a minha mente logo se pôs a planejar todo o decorrer de nossa relação. Desejei que as nossas operadoras não fossem as mesmas para não fazer chato o nosso amor. A troca de e-mails é uma coisa muito mais linda (e elegante). A gente passaria a fazer do outro um diário, em que nunca somos fiéis aos dias. [...]

15 de outubro de 2011

Resultado - 159ª Semana

O tema dessa semana apesar de ter tido poucas participações foi um bom tema. Sabe, falar de crianças e infância hoje em dia é diferente. Hoje a gente vê desde crianças mini-adultos a absurdos como meninos de dez anos atirando em professora. Não sei o que eu falaria em um texto sobre como teria sido a minha infância se fosse nos dias atuais, mas com certeza eu torceria muito para ser uma criança normal, ou melhor aos moldes mais antigos. Onde a minha maior preocupação era ter o brinquedo tal ou ganhar um cachorro no natal. Sendo mais sincera ainda, não sei se saberia ser uma criança atual. Acho que se amanhecesse o dia como criança só preocuparia em assistir desenho, e não preocupar com prazos para trabalhos, provas, seria apenas criança. Se elas soubessem o quão crescer é ruim não fariam tudo para parecer mini adultos. Os textos escolhidos essa semana, em ordem alfabética, são:

Crianças x Tecnologia em "A Garota Diferente" por Ana Carolina
Hoje em dia criança de Nove anos tem notebook, tem celular c3, tem mil e uma bonecas. Estuda de manhã, faz violão, inglês, psicóloga, catequese, teatro, tem aula de tarde, sai de um compromisso e vai para outro. E onde esta o tempo para brincar? o pouco tempo que sobra esta na internet no *MSN, no Orkut, até mesmo no twitter. [...]

Infância Perdida em "In My Place" por Leila Hani
Daí eu fiquei me perguntando o que aconteceu com a infância das pessoas, o que acontece com as crianças de hoje em dia, afinal? Infância, também conhecida como aquela fase em que a pessoa é velha demais para usar fraldas e novo demais para ter espinhas. É que parece que as pessoas estão saindo das fraldas direto para a adolescência; o que é realmente uma pena. [...]
Parabéns aos publicados, obrigado aos que participaram e não deixem de conferir a promoção que está rolando em parceria com o "Cultivando a Leitura", aqui.

8 de outubro de 2011

Resultado - 158ª Semana

Tudo o que começa acaba. É a ordem natural da vida e o que nos torna pessoas melhores. As vezes por mais que o fim nos faça sofrer ele é a solução para não nos sentirmos acima de tudo. O problema é que no papel é muito mais fácil aceitar, é muito mais fácil devanear. Mudar e largar tudo aquilo que conhecemos como nosso e como certo não é nem um pouco fáciL. Quando reconhecer que chegou o fim e que é hora de apagar as luzes e ir embora? O Blorkutando quis saber e em ordem alfabética confira os escolhidos da semana:

Todo carnaval tem seu fim–e recomeços!  em "A Pseudociência" por Tiêgo Alencar
Sempre achei o máximo começar as coisas. Desde um simples conto até um projeto legal no colégio. Lógico, nem sempre é fácil, mas a sensação de novidade, de que algo totalmente desconhecido está para começar é maravilhosa. Uma pena aquele velho dito popular faça tanto sentido: todo carnaval tem seu fim. Sem exceções. [...]

O Último Momento em "Caixinha de Sentimentos" por Nina Linhares
Júlia queria guardar o cheiro, o gosto, o toque. Queria levar consigo toda lembrança que pudesse ter. Aqueles momentos, ela queria que fossem inesquecíveis.Apesar de todo o amor, aquele seria o último encontro. Ele não sabia, mas Júlia estava preparada para aquele momento. [...] 

Ao som do rock and roll, despeço-me em "Debaixo de Um Pé de Amora" por Bia Santos
De fato Marianna e Altair estão juntos até hoje. Eu não poderia dizer que eles viveram felizes para sempre, porque o "pra sempre, sempre acaba". Em junho de 2004, Marianna finalmente conseguiu tirar sua CNH. Depois de mais de 80 aulas e dois "paus". Antes de conseguir comprar seu carro, Marianna dirigiu muito os veículos da empresa. Dessa forma, estava sempre treinando. [...]

Viver é Findar em "Sacudindo Palavras" por Erica Ferro  
Ah, quão angustiantemente doloroso é o fim de algo! Como, pois, lidar com os remates inevitáveis da vida? Dói-me informar, caro leitor, que não há um paliativo extremamente eficaz pré-definido. Porém, há teorias e ideias. Contar-lhes-ei, em síntese, parte das minhas. [...]
Obrigada a todos que participaram! Não deixe de conferir amanhã mais uma edição da coluna de dicas do Blorkutando e confiram meu novo blog aqui nesse link, sigam, comentem e sugiram as coisas. Ficarei imensamente agradecida. Até breve com o tema!

1 de outubro de 2011

Resultado - 157ª Semana

Desde que a nova fase do Bk estreiou temos por aqui um formato que agrada muitas pessoas e vem movendo palavras por longas distância há muitos séculos. A carta. Mais uma vez no ar e em tempos de greves o correio Blorkutando entrega as suas cartas. Só quem recebe sabe como é bom aguardar o envelope, observar o selo. Já que virtualmente isso não é possível nos fazemos o intermédio. Afinal cartas são cartas não importa o formato de entrega. Boa semana para as carteiras e muitas cartas, amizade, amor, não interessa o conteúdo. Quem sabe algo não chega para você? Os textos publicados essa semana, em ordem alfabética, foram:

Carta ao Meu Amigo Caio F. em "Caixinha de Sentimentos" por Nina Linhares
Gostaria muito de tê-lo aqui ao meu lado, sendo meu amigo e confidente. Estou certa de que você me entenderia e me diria algumas frases, as quais acalmariam meu coração. Fumaríamos “um” ao som de Caetano e eu deixaria as frases fluírem. Iríamos rir um monte das minhas tristezas e das tuas também. Ah... Tenho tanta coisa para te contar. Sabe... O meu coração sangra todos os dias. Ele não jorra, não escorre... Apenas pinga as minhas dores. [...]

Carta ao Meu Melhor Amigo em "Die Symphonie" por Arisa Shirosaki
O fato é que eu nunca lhe disse nada disso. Pelo menos não em palavras, e nunca tão claramente. Mas eu te amo por todas as vezes que você me fez rir. Eu te amo por você ser uma pessoa tão iluminada. Eu te amo por você ter me dado coragem para enfrentar os maiores desafios. Eu te amo por você ter ficado ao meu lado quando precisei de apoio. [...]

Querida Juliane Bastos em "Refúgio das Palavras" por Iasmin Cruz
Para mim apenas Ju, habituei-me a te chamar assim, talvez por minha grande admiração por ti. Quem lhe escreve é uma humilde blogueira que além de ser fã do seu blog por você tem grande carinho. O que um coração sente , já basta o título para expressar a grandeza e ao mesmo tempo simplicidade das palavras ali postadas. Sou leitora diária do seu espaço. Em cada postagem, cada texto, poema, trecho, frase ou até mesmo uma palavra me identifico. [...]


24 de setembro de 2011

Resultado - 156ª Semana

Rock in Rio chegou e o Blorkutando não quis deixar passar em branco. O maior festival de rock e que volta a sua terra natal depois de dez anos fora não merecia passar em brancas nuncas. O primeiro marcou época e a música com shows épicos. É pela história que lembramos. Música é a válvula de muitas pessoas e apesar de estar mais eclético o Rock in Rio ainda é um importante festival. Apesar das poucas participações ficou bem lembrado a data. Abaixo o texto publicado dessa semana. 

Viva la Vida em "In My Place" por Leila Hani
Eu cantava, ria e chorava, tudo junto, e ao mesmo tempo em que minha atenção estava concentrada na performance da banda no palco, em minha mente passava todas as cenas da minha vida, todos os meus momentos que foram embalados ao som daquelas musicas, cada rif da guitarra de Jonny Buckland, cada acorde do baixo de Guy Berryman, todas as batidas de Will Champion em sua bateria - quer certamente era única e especial para aquele show, cada verso cantado por Chris Martin, tudo, me invadia, me completava, me fazia sentir-me única, especial. [...]

17 de setembro de 2011

Resultado - 155ª Semana

O tema livre é a forma mais fácil de conhecer e entender os gostos dos blogueiros. Pelos temas que eles escolhem durante a semana de tema livre podemos desenhar e aproximar para as próximas semanas temas que certamente aquele grupo vai gostar. Ao contrário do que pensam não é o esgotamento criativo da moderação e sim uma forma de renovar através da conexão que fazemos. Deixar livre e soltar as barreiras da imaginação sempre resulta em textos ótimos variando de a até z. Os textos escolhidos em ordem alfabética são:

O Bill não Merece em "In My Place" por Leila Hani
William Shakespeare praticamente inventou a dramaturgia lá pelos idos do século XV; bem eu não sou uma grande entendedora da obra de Shakespeare - aliás eu não sou uma grande entendedora de nada, mas isso não vem ao caso agora - a questão é que Bill Shakespeare deu o ponta pé inicial, lançou as bases, fincou os alicerces, nessa coisa de arte dramática. Ou seja, tudo que existe de teledramaturgia tem os dedinhos do bardo inglês e sua inegável influência. [...]

36ª Semana em "Leitmotiv" por Janaína Barreto
Eu sou uma pessoa muito fechada, sabe? Daquelas que morre com um problema mas não consegue compartilhar, deve ser um bloqueio mental, sei lá. Por esse motivo (e também por timidez), eu acabo me isolando do mundo que não faz parte da minha rotina (mãe, vó, pai e namorado; um circulo desse tamanhinho, eu sei, mas ok). [...]

Há Alguns Séculos Atrás em "Nas Asas das Minhas Palavras" por Laysa Boeing
É tão ridículo sermos tão dependentes com tanta tecnologia, né. Pois não é, não. A tecnologia é, se bem pensado, a mãe do estresse. Se não fosse o barulho dos carros os meus ouvidos estariam limpos e eu escutaria o vento soprar. Se não fosse a televisão, leria mais notícias no jornal e assistiria mais teatro; compraria menos, porque não saberia o que é moda e não sabendo o que é moda me preocuparia mais com coisas melhores. [...]

Da Questão Ambiental em "Yet Love" por Dinha Cavalcante 
Em um mundo tão globalizado e avançado em tecnologia, o que mais chama atenção das empresas, dos cientistas, das corporações, das ONG’s e da sociedade é a questão ambiental. O meio ambiente que tratamos quando falamos sobre preservação não é apenas a natureza em si, mas também o ambiente urbano e artificial que criamos... É o ambiente onde vivemos, como um todo. [...]

10 de setembro de 2011

Resultado - 154ª Semana

O tema desta semana que passou aproveitou a Bienal que está rolando no Rio de Janeiro para trazer os contos de volta com uma ideia bem fora do comum. A ideia de viajar em uma aventura em meio a personagens de diversos livros e diversos mundo até que funcionou bem e tivemos bons contos. Fique com os três escolhidos em ordem alfabética e não vá se perder se for visitar a Bienal, ou quem sabe você pode acabar num restaurante no fim do mundo com Liesel Memimger. :D 

Aconteceu na Bienal, O Conto em "Bonjour Circus" por Del 
Um barulho seguido de livros caindo. Todo bom leitor reconhece, não só o cheiro, mas também o som dos livros. Apesar da fantasia que impõe respeito até no ser mais indigno do mundo, eu fiquei com medo. "Mãe?", porque quem tem cu, tem medo. Não era mamãe. Fui pela sombra, procurando a feição do medo, com o sabre de luz firme nas mãos. Quando vi que o stand da Marvel estava praticamente virado do avesso, senti uma cutucada no ombro. [...]

Noite na Ilha em "Viver Não é Saudável" por Paloma Muniz
Eis que vem em minha direção uma onda gigante. De onde veio água no meio de uma feira de livros?, você pode perguntar, mas não era de água que a onda era feita. Era de livros. Uma verdadeira maré de livros. A tal onda tinha uma dimensão tal que chegava a tocar o teto. Vinha a uma velocidade enorme pelo corredor onde eu estava. E o barulho já era ensurdecedor. [...]

O Conto do Lírio-Tigre em "Writeland" por Fernanda Pessanha
Estava em meus devaneios lendo Um crime adormecido, de Agatha Christie, quando ouvi passos nas estantes próximas ao final do corredor. Como uma boa menina curiosa, levantei-me do chão, onde me encontrava toda torta lendo, para seguir o estranho barulho. Dei um salto para o corredor transversal, imaginando assustar alguém, mas lá estava eu e os livros, sozinhos. Recolhi o livro que estava no chão, nada de muito importante, era fino e sua capa totalmente branca. "Um livro sem capa?" [...]
Parabéns aos publicados, obrigado aos que participaram e não deixe de passar na comunidade para ler mais informações sobre a provável mudança de formato aqui no Blorkutando. São muitas dúvidas a se considerar, mas peço que todos leiam o tópico. Até o tema!

3 de setembro de 2011

Resultado - 153ª Semana

 
 Eu sei que poucos vão ler o texto abaixo, "muito grande", mas já que ninguém participou essa semana, eu, Vanessa e Thaise resolvemos postar um texto sobre o fato e ironicamente sobre o tema, que casou bem com o fato ocorrido. Obrigado aos que lerem.

A semana foi fraca no Blorkutando. A proposta do último tema era falar do poder da Internet. O poder de mobilizar, o poder de construir, destruir e reconstruir. A internet tem sido parte fundamental das recentes rebeliões no mundo árabe. Ela tem sido usada para fazer política, denúncias e campanhas em todo o mundo. Os meios de comunicações nunca estiveram tão integrados como agora. Hoje você ouve certa frase na televisão e no mesmo instante ela se propaga pelas redes sociais. A internet funciona como uma cola para o mundo atual. Ela é usada para a verdade e para a mentira. Acredite, ela não é apenas o seu hobby das madrugadas ou fins de semana. Mas será que a internet está sendo explorada de uma forma adequada?

Difamar e perseguir com a internet se tornou algo ainda mais impactante e brutal. O que é fazer bom uso da internet? Há mil respostas para isso. E aí está o lado perigoso, mas também o lado bom da coisa! A internet é um espaço de múltiplas possibilidades, múltiplas interpretações, múltiplas funções. Serve para ampliar suas fronteiras, para amar e odiar pessoas, para ajudar a derrubar regimes, para fazer campanhas de adoção de animais, para dizer o que pensa e muito mais. A internet continua a revolucionar o mundo a cada novo clique, mas parece que a maioria das pessoas ainda precisa se dar conta disso...

O século XXI vem se provando o século onde as pessoas são mais passivas ou menos interessadas. Ao longo da história muitas revoluções foram feitas sem auxílio da internet. Não preciso citar os diversos exemplos onde o povo se uniu contra gigantes. Onde, ou saiu vencendo ou ao menos fez muito barulho. Com a internet a palavra chega longe. Com o mínimo de esforço você consegue que seu texto aqui no Brasil chegue aos olhos de leitores do outro lado do mundo. Um site de protesto seja do que for ganha adeptos em partes remotas do planeta. Então eu pergunto, porque nós continuamos tão passivos diante de tanta coisa errada no nosso país? Você pode dizer que já fizemos avanços. Sim, é inegável que sim. Mas não venha me dizer do twitter. A parcela da população brasileira que acessa o site ainda é mínima. E existem outros meios mais efetivos de chamar atenção de todos. E é neste ponto que chego onde quero: os subestimados blogs.

Já disse aqui no Blorkutando e no meu blog, a blogosfera está encolhendo. Tem até um movimento chamando atenção para esse fato. Os bons blogs estão espalhados por ai, isolados. O blogueiro está desanimado, sem tempo e com tanta coisa ele acaba deixando de postar. Ou pior ele se lembra de postar, mas não tem assunto. Acha que aquele tema não vai agradar. Os que restaram são mais rígidos quanto a tema. O Blorkutando é prova viva disso. Tínhamos 70 participações por semana e essa semana chegou ao triste zero. Isso mesmo, em toda a internet nenhum blogueiro  animou a falar da internet e do seu poder. Como assim? Justo na época onde uma palavra dita na televisão ganha a rede e milhares expressam sua opinião sobre tal fato. Onde um único pedido é capaz de upar tal tag ao assunto mais comentado no twitter, o vídeo vira o mais assistido, a notícia vira a mais compartilhada? Não entendo.

Estamos vivendo a era da informação. Sim. Porém estamos vivendo num planeta de pessoas consumidas pela falta de tempo. Consumidas pela obrigação. Blogar não é mais prazer. Para muitos é obrigação. A internet vai continuar existindo. Poucos terão a coragem de mover mais do que piadas e anedotas. Continuaremos na mesma. Tanto na corrupção, quanto na injustiça, e nos impostos alto. Porque não temos coragem e principalmente ânimo de começar nada. Nem postar em nossos blogs somos capazes de fazer diariamente. Quanto mais empenharmos voz, tempo e disposição em alguma causa. Não é culpa sua, não é culpa minha. É apenas a evolução do ser humano. Às vezes penso que a evolução humana é exatamente como a de um ser humano. Fomos bebê, adolescentes que gostávamos de rebeldia, adultos e depois seremos idosos. Já passamos da fase de se rebelar. Caminhamos para o ostracismo da 3ª idade. A internet é uma ferramenta fora de época. Teria sido mais útil em outros tempos. Tempos onde as pessoas tinham coragem de bater de frente com poderosos. Tinha coragem, ânimo e tempo para ao menos tentar. Revolução, protestos e movimento são palavras que combinam com internet. Elas não combinam é com as palavras, brasileiros, seres humanos e modernidade.

27 de agosto de 2011

Resultado - 152ª Semana

Não adianta negar. Nem dizer que essa mal ainda não lhe atingi. A sociedade é movida por ele. Os desejos são movidos por ele. O que podemos fazer é não se deixar levar, controlar a situação. Ao menos uma vez na vida você vai gastar dinheiro com algo que não precisava. Ao menos uma vez você vai desejar ter mais dinheiro do que tem. É fato. O que nem todos um dia vão fazer é passar por cima dos outros para consegui-lo. As verdinhas são tão importantes na cabeça de algumas pessoas que ela literalmente vira o mundo dela e tudo o que ela faz é pensando nisso, inclusive atropelar tudo e todos em seu caminho até a tão sonhada riqueza. Muitas das mazelas do mundo é consequência desse desejo de riqueza, e da concentração do mesmo. Crimes são cometidos, e pode ter certeza, o dinheiro sempre estará envolvido. O Blorkutando quis saber e aqui estão os textos publicados dessa semana em ordem alfabética:

Price Tag em "In My Place" por Leila Hani
Trata-se de necessidade, a gente precisa de dinheiro todo dia, querendo ou não, achando legal ou não, vivemos numa sociedade consumista; se não puder comprar comida, passa fome, se não puder pagar a passagem do ônibus, não sai de casa, se não puder comprar livros/apostilhas, não termina a faculdade e por ai vai. Então, dizer que eu não me preocupo com dinheiro seria no mínimo, no mínimo ser hipócrita, mas também não vamos chegar ao extremo de dizer que faria qualquer coisa por grana [...]

Quanto vale o amor? Quanto vale a culpa e um pouquinho de atenção?  em "L.P." por Taynan P.
Distorcemos nossos valores e passamos a pesar mais os bens materiais do que os espirituais, a felicidade não é mais medida pela quantidade de pessoas queridas que você tem em sua vida, mas sim pela quantidade de notinhas coloridas que você têm na carteira. Trabalhamos enlouquecidamente e sem prazer nenhum pensando apenas no contra-cheque do fim do mês. Somos parte de uma sociedade bitolada e movida por apenas uma coisa: o dinheiro. [...]

Valores Enquanto é Tempo em "Yet Love" por Dinha Cavalcante
Todas as noites ele deitava na cama e tentava dormir. Fechava os olhos e pensava na sua fortuna, nos seu imóveis no mundo todo. Sorria, mas logo pensava em uma possível crise, em um grande golpe, em qualquer coisa que o fizesse perder tudo aquilo. E todas as noites ele não dormia tranquilo. Todas as noites dependia de remédios, calmantes e bebidas para se sentir "melhor". [...]

20 de agosto de 2011

Resultado - 151ª Semana

Ah os livros! Verdadeiras preciosidades que carregamos para o resto da vida. Não interessa se você lê muito ou pouco, em algum momento da vida um livro vai marcar e você não vai esquece-lo. Desde os tempos de escola até os dias de hoje sou capaz de lembrar com saudade dos muitos livros que me marcaram, são como linhas que entrelaçam e por mais que o tempo passe a gente continua a citar e se lembrar e comparar fatos. O livro fica e é como estivesse na nossa vida, de acontecimentos a conselhos. Essa semana foram poucas participações e como o assunto é livro publicamos, em ordem alfabética, os textos da semana:

Soprinho em "In My Place" por Leila Hani
Sempre que chove e eu reclamo da chuva, lembro de Soprinho; a fada da chuva ficava triste quando alguém reclamava do dia chuvoso, e dizia para fecharmos os olhos por um instante, e depois abri-los novamente e tentar ver o que havia de bonito num dia de chuva. Uma ótima alegoria para dizer “pare de reclamar do que não está indo bem e aproveite as coisas boas” [...]

Entre Páginas Amarelas e Letras Recém Impressas em "L.P." por Taynan P.
Eu sou feita de fases, e pra cada uma dessas fases eu encontro um livro ou personagem que se encaixa direitinho – acreditem se eu fosse escrever todos aqui esse texto ficaria muito extenso – por isso não consegui encontrar um apenas que me definisse ou se destacasse notoriamente. [...]

As Melhores Viagens em "PE-DRI-NHA" por Manie
Os livros da Série Vagalume ficarão pra sempre no meu coração. Posso não lembrar do nome das personagens, nem mesmo do assunto do livro, mas lembrarei eternamente do amor com que eu os lia e da alegria que eu sentia ao viajar com eles. [...]

Obrigado as meninas que participaram e graças aos dois últimos temas chegamos a conclusão que o problema não são os nossos temas e sim a blogosfera. Seguimos felizes, e amanhã tem o retorno da coluna de dicas que problemas técnicos ficou um domingo fora do ar. Até mais com o próximo tema!

13 de agosto de 2011

Resultado - 150ª Semana

E eu que pensei que essa semana teríamos mais participações. É realmente o problema é a blogosfera e não nossos temas. Tema triste. Mais ainda para aqueles que adoram animais. É tanta injustiça. Tanta crueldade. Sei que apenas falar e textos não são suficientes. O ser humano é ruim e vai continuar sendo não importe quanto textos forem feitos. Animais merecem nosso respeito. Não sei o que dizer sobre quem tem coragem de maltratar e a falta de coragem de quem diz gostar e não faz nada. Dos poucos textos que tivemos os dois publicados em ordem alfabética são:

Resignation em "About You and Me" por Gabriele Rohde
Está frio aqui, acredito que chegou o inverno. Mais um inverno que terei que lutar para sobreviver, lutar contra a fome e a solidão. Me resignei, se é assim que Deus quer. Ele me criou sem voz, sem mãos e sem alguém, acredito que é para que eu aprenda algo da vida. Aprenda a dar valor quando uma mão amiga se estende e afaga minha cabeça peluda, ou me joga uma migalha de comida. [...]

Quem Ama, Não Abandona em "Leitmotiv" por Janaina Barreto
Já fui motivo de chacota por brincar com cachorro de rua, por deixar de comprar coisas pra mim pra andar sempre com ração dentro da bolsa. Não posso fazer muito, mas procuro fazer o quanto eu puder. Diga que sou boba, que sou clichê. Eu não me importo. [...]

Obrigado a quem participou! Até a próxima e não deixe de conferir amanhã mais uma edição da coluna de dicas Bk.


6 de agosto de 2011

Resultado - 149ª Semana

Futuro, profissão, carreira, felicidade e a fatidica pergunta: "Já decidiu o que vai fazer da vida?" ou ainda quando eramos mais novos "O que vai ser quando crescer?". Desde cedo nos é imposto uma idade para essa decisão. Momentos tensos ter que descobrir o que vai fazer o resto da vida. Para uns a decisão é tão pacifíca e tão calma que chega a causar inveja nos mais indecisos. Um dia todos nós passaremos por isso. Para aqueles que já passaram fica a lembrança do momento em que batemos o martelo e anunciamos a todos a decisão. Para outros ainda há aquela dúvida e o momento se aproximando. Uma coisa que todos nós sabemos, mas as vezes esquecemos é que essa resposta deveria atender única e exclusivamente as nossas vontades, desejos e talentos. O Blorkutando quis saber e alguns blogueiros não se importaram de dividir com nós a sua história sobre a pergunta mais velha que existe: "O que vai ser quando crescer?" Segue em ordem alfabética os textos publicados essa semana.

Medo de Errar em "Dreams Catcher" por Tayse Cruz
Nunca imaginei que pudesse me apaixonar por uma coisa tão chata e ao mesmo tempo tão perfeita. Mas aconteceu, chegou o tempo, a pessoa [neste caso, coisa] e o lugar certo. Respondi a pergunta. Daí para frente foi um passo pequeneníssimo para encontrar minha profissão: engenheira química. [...]

Eu, Bibliotecária em "Leitmotiv" por Janaína Barreto 
Como todo mundo sempre diz "Escolha o que você gosta, aquilo que lhe faz bem, aquilo com que você tem afinidade", acho que é isso que me faz feliz. Com os livros é tudo mais simples, além de ser um bom passatempo, você aumenta o vocabulário, muda atitudes, se expressa melhor. [...]

Quero Ser Grande em "Listrinhas Policromáticas" por Taynan P. 
Faz dois anos e meio que curso Engenharia Civil, já surtei diversas vezes por não conseguir me imaginar de capacete e coturno em uma obra mandando em pedreiros que provavelmente saberão mais do que eu no início como as coisas funcionam na prática, mas em todas as vezes que enlouqueci não consegui me encontrar fazendo qualquer outra coisa. [...]

Era Para Ser um Texto Sobre Trabalho em "Dez e Vinte" por Evelyne
A proposta do texto era que eu dissertasse sobre o que eu quero ser quando crescer, ou, em termos para maiores de sete anos, qual a profissão que eu quero seguir. Mas, não é muito bem isso que deve sair porque eu não sei que profissão quero seguir. É isso mesmo.  [...]
Obrigado a todos que participaram e Parabéns aos blogueiros publicados! Não deixe de passar no nosso grupo lá no facebook e de conferir mais uma edição das "Dicas Bk" amanhã aqui no blog. Até mais!