3 de dezembro de 2011

Resultado - 166ª semana

A moça por Z ! em "I'm underground"

Quando ela chegou, eu devia ter uns onze anos e Carol uns nove. Ficamos acanhadas de início, mas queríamos mostrar-lhe toda a casa e onde ficava cada coisa. Era uma moça simples da zona rural de uma cidade próxima, foi o que ficamos sabendo. Negra, de baixa estatura, não devia ter mais que vinte anos. Bonita a danada. Gente fina nas primeiras observações. Sorria com tamanha facilidade; com qualquer coisa mesmo. Era toda bobinha, engraçada ela. Acho que nunca tinha visto um computador, apesar de saber que existia. Certa vez, numa das nossas viagens, ela experimentou o elevador. Ficou nervosa, tonta, cheia de piriri. Não queria saber de elevador, só de escada. Ah sim, e a escada rolante? Ficou apaixonada. E depois ela se acostumou com o elevador também, não queria mais escada. Uma moça boa, trabalhadeira, confiável – minha mãe dizia. E era mesmo, não se cansava não, mas reclamava mais que minha avó nos dias de bagunça.
Chamava-se Elizabete. Elizabete de Jesus. E, ao contrário do que eu pensava, tinha mais de vinte anos, mas não aparentava não. Virou uma pessoa da família de tanto tempo que passou com a gente. Na cozinha não era lá essas coisas toda, mas, vez ou outra, inventava umas “artes” que saiam bem gostosas. Foi ficando moderna, vivia inventando modelos de roupa e me pedia pra dar uma olhada em uns na internet. Tinha um sonho: seria costureira.
Um dia eu estava pela rua e vi num poste um cartaz anunciando um curso de costura. Anotei o número e passei pra ela. Animou-se toda. Foi lá, se inscreveu, começou. De início eu não colocava muita fé não porque era desastrada a doidinha. Mas em menos de um mês já estava “craque”, cheia de planos e fazendo uma roupa atrás da outra com um capricho pros deuses. Determinada, arteira, cheia de aspirações; por isso meu pai e minha mãe fizeram uma vaquinha e compraram-lhe uma máquina. Aí pronto, começou a se achar a estilista. Costurava pra todo mundo aqui em casa e pra as amigas. Um sucesso. Depois de um tempinho começou com um papo de que ia trabalhar em fábrica. E lá foi ela, mudar de vida.



2 de dezembro de 2011

Resultado - 165ª semana

Animal sem estimação por Vagner de Alencar em "Vida em Crônicas"

Família gigantesca sempre deu nisso: números exorbitantes. Eis então a contabilidade: uma bisavó de 90 e tantos anos, uma centena de primos, duas dezenas de tios e tias, quatro irmãos... Não bastante a procriação em demasia, também não poderia faltar no balaio as outras criações: os bichos.

Quem desembarcar lá no inóspito povoado Cavada II, há 40 km de Vitória da Conquista (BA), onde morei boa parte de minha infância, vai se deparar com uma infinidade de animais per casa. Isso mesmo. Desconheço uma casa que não tenha ao menos um cachorro. Os nomes dos cães são os mais comuns possíveis. É Rex, Baleia, Bingo, Bolinha, Pipoca...

E os bichanos vão desde os mais dóceis - de estimação -, àqueles especialmente adestrados para a caça. Que diga meu tio José Carlos, vulgo Zé Babão. Acompanhado de seus quatro cachorros, ao menos duas vezes, saía pro mato para caçar tatu, luís-cacheiro e qualquer outro animal que lhes sirveria de comida. Na cangalha do caçador de primeira já vi de tudo quanto é bicho: tamanduá-bandeira, cachorro-do-mato, tatu-bola, até gambá.

Na casa de Sinvaldo, marido de minha tia paterna, não faltam aves. Lá é uma cantoria danada, embora não seja nada prazeroso ver os pássaros privados de liberdade.

Em dona Delita, irmã de minha vó Alice, a atração do recanto é o papagaio, que aprendera até a falar os nomes dos netos. Início deste ano, quando visitei sua casa, quem disse que o falso falador pronunciou algum substantivo. Nadinha. Mas ao menos ele se atracou no meu ombro, depois de mordiscar levemente meu dedo indicador enquanto acariciava seu cocuruto.

Enquanto isso, na minha casa passaram vários tipos de bichos. Os cachorros (Bingo, Pipoca e outro que, me perdoe, não me recordo o nome), gatos (Suzy e Suzana) e periquitos sem alcunha. Porém a criação da bicharada não parou por aí: vieram as galinhas e os porcos, quando não surgiram cobras e taturanos. Certa vez apanhei uma gigantesca, que havia visto só em filmes. Coisas de quem mora na zona ruralíssima.

E destilando toda a minha ironia nessa oração: como eu os adorava. Toda semana eu era incumbido da ingrata missão de comprar ração aos quatro porcos que residiam a chiqueiro especial arquitetado para eles. A lavagem recolhida dos restos do almoço e janta também iam parar lá na “casa” deles. Dois sacos de farelo de milho eram suficientes para alimentar os suínos por uma quinzena.

Além dos bichos, que não tinham estimação nenhuma, era a vez das aves. E quem dera fosse algum periquito escalando sua mão, correndo até a altura do ombro. Eram as galinhas, montes delas. Deixar a porta da cozinha aberta era a certeza de que elas invadiriam o recinto à procura do que comer.

Muitas foram as vezes que elas derrubaram as panelas, quebraram copos, pratos, encheram de cocô o piso. Nessa época, eu nunca usei tanto o verbo tanger. “Vai lá tanger as galinhas, menino!”, bradava minha mãe.
E quando era a hora de alimentá-las! Numa vasilha feita por meio da lata de óleo de soja vazia ia eu, quando não um dos meus quatro irmãos, distribuir milhos às aves detestáveis.

“Bruuuum, tititi, bruuuum, tititi!!!” E depois de proferir o som de invocação dos galos, galinhas, pintos e sei mais que tipo de ave galinácea, dezenas delas surgiram de todos os cantos, catando os grãos sobre o terreno.

Mas, graças a Deus, e especialmente às minhas preces, elas foram tomando outros rumos, longe de casa, claro. Ora pra panela, ora pro terreno que algum vizinho criador das aves. Os porcos seguiram o mesmo destino. Abatidos com um machado sobre a testa, depois de passar pela água fervente, maçarico e outros instrumentos que não valem a pena descrever aqui, eles iam parar no cozido feito pelas prendadas donas-de-casa.

Meu tio mais novo por parte de mãe criou durante vários meses uma dezena de suínos. Depois de um ano, os pequeninos porcos se tornaram leitões graúdos. A vara foi vendida para outro criador, e ao meu tio lhe rendeu, juntamente com outras economias, seu primeiro carro, ano 83. Enquanto os leitões foram vendidos, quem não tinha preço era Perigo.

O cachorro desse mesmo tio honrava o nome que tinha. Nunca o vi distante daquela corrente que prendia seu pêlo preto e branco. Mas acho que quem jamais o esqueceu foram os transeuntes abocanhados pelo bicho de estimação da família Fernandes.

Resultado - 165ª semana

Tente por Elaina em "Um motivo"

Eu sei lá sabe, mas dá uma dor de barriga olhar pra ele, sorrindo desse jeito,vendo as nuvens se aproximarem. E os pés no asfalto, a cara amassada, as mãos suadas. Eu sei lá sabe, mas me dói ver ele aqui, do meu lado e não poder tocá-lo. E não tocá-lo da forma que eu queria. E essa dor que não passa. E tudo que fica.
- Eu gosto de como as nuvens ficam quando está próximo de uma tempestade.
- Eu gosto de você.
...
Eu fui, falei e pronto. Saiu. E a chuva veio. E a rua inundou meu peito. Ele tá martelando sabe. Ele tá batendo feito um condenado.
- Eu-eu vou pra casa. - Ele tem boas pernas pra corrida, sempre teve. A chuva parece deixá-lo passar. Mas eu, eu fico ali, banhando-me, doendo-me.
- Você não vem? - ele grita longe, o som das gotas tampando minha visão, minha audição. Como eu escutei aquilo mesmo? - Você não vem? - ele sussurra, no meu ouvido, minha barriga dói daquela maneira e os olhos dele parecem me queimar. Que inferno. Que seja.
- O que foi? - eu pergunto, esperando, encarando. Ele sorri aproximando-se.
- Eu gosto de você também. - E tudo para.
Tudo.

1 de dezembro de 2011

Tema - 166ª semana

A sugestão desta semana é: "Descrição"

Nesta semana sugerimos que seus posts sigam o formato de descrição. Descreva alguém ou alguma coisa legal e mande pra gente! Os melhores textos serão publicados na íntegra ao longo da semana no Bk.

Lembrem-se: os temas do Blorkutando não são mais obrigatórios. A única coisa que vamos sugerir é o formato do texto!

Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (02/12) e o resultado sai no blog do Blorkutando sábado (03/12).

Resultado - 165ª semana

Mais um texto participante da semana passada:

Transformações por Nina Linhares em "Caixinha de Sentimentos"

O tempo lá fora cai em gotas. No Chão formam-se poças que refletem as flores coloridas do jardim. E mesmo no cinza do dia, elas sorriem agradecendo a chuva, exalando cheiros que invadem a alma.
Um pássaro descansa logo ali num Ipê florido, sacode as asas coçando – as com o bico.
E eu daqui da varanda observo o movimento da vida, sem querer perder nenhum instante sequer. Como se meus olhos fossem uma máquina fotográfica poderosa, e na verdade são. Desfio os momentos distraidamente como se fossem uma fita de presente. Fio a fio vou desmanchando – a, deixando com que caiam aos meus pés.
Como a fita desfiada, os momentos também não voltam a ser como antes, eles passam num piscar de olhos, mudam e desmancham – se rápidos, sorrateiros... Mas os fios que estão no chão, posso transformá-los num novo enfeite, assim como posso transformar os momentos que passaram em doces lembranças.
O que vejo agora, nunca será como ao que vi instantes atrás.
A vida transforma-se, assim como as gotas da chuva, que ao caírem nas poças, mudam os reflexos das flores e o pássaro levanta vôo em busca de outros galhos. Os meus olhos não congelam as imagens, não param o tempo – Ainda bem!
Tudo muda num breve olhar.
A fita nunca será a mesma, mas ao transformá-la estarei abrindo novas possibilidades. Criando expectativas e poderei usá-la para enfeitar meu próximo instante.



30 de novembro de 2011

Resultado - 165ª Semana

No novo formato do Blorkutando o resultado será postado ao longo da semana. A cada dia um texto vencedor será publicado qui no blog na integra. Espero que todos gostem e aproveitem mais o espaço. Vamos postar em ordem alfabética e dependendo do número de textos escolhidos vamos ter textos todos os dias da semana ou apenas três vezes. Até sábado teremos os outros dois textos vencedores e a partir dessa semana 166 os textos serão postados a partir de sábado. Sem atrasos.Um dos textos vencedores da semana 165 foi:

Uma Garota. Um Policial por Lí em "Hey, Hey, Garota Lií"

Não aguentava mais correr, a polícia estava sempre me perseguindo, qualquer que fosse o lugar que eu me espreitava a entrar, eles me encaravam, com suas lanternas e suas sirenes, prontos para me colocarem algemas e me levarem à delegacia.

Foi em um beco escuro que eu me descontrolei, acabei escorregando numa poça d’água e perdi o equilíbrio, quando dei por mim, já estava dentro de um carro, ouvindo um dos rapazes de roupa azul, aparentemente de idade e com falta de aptidão física, se queixando de tanto correr com seu companheiro, ele disse que se eu o fizesse de novo me daria um tiro, e ainda diria que seria por legítima defesa. O que mais eu poderia fazer? Simplesmente me acomodei no carro e observei a paisagem, nunca gostei daquela cidade, ela era muito escura, lembrava aqueles filmes sobre heróis de Hollywood, que quando uma moçinha está sendo perseguida por bandidos corre para um beco e começar a gritar por socorro, e em meio à chuva aparece um rapaz e manda os vilões largarem as armas.

Exatamente depois de vinte minutos, chegamos à delegacia, já tinha me acostumado com o banco daquele carro, me lembrava uma cama de hospital que no começo é dura, mas depois se torna confortável, em meio a essa sensação senti uma mão dura e totalmente bruta me segurando pelos braços, e uma voz bem mais grossa do que a dos policiais que estavam no carro, quando percebi já estava fora do carro, subindo uns degraus, e com diversas luzes fortes no meu rosto, eram câmeras.

Quando dei por mim já tinha entrado na delegacia e estava sentada numa cadeira, tinha alguns papéis sobre a mesa, e acabei nem ligando tanto para eles. Notei que estava vivenciando um interrogatório e que diferente de todos os meus sonhos não era eu quem iria perguntar e esperar uma resposta, e sim o contrário. Não havia ninguém na sala, mas aquela janela preta estava bem na minha frente, eu sabia que tinha alguém logo atrás dela, observando todos os meus movimentos, diferente dos meus sonhos a sala era bem maior, e também bem iluminada, a mesa era redonda ao invés de retangular, a minha cadeira era confortável e tinha uma cor não muito escura.

Ouvi um barulho de uma chave abrindo a porta, um jovem disse que estava tudo bem, e logo atrás dele havia outro homem, este com cabelos grisalhos e usando óculos, o jovem posicionou-se atrás de mim, enquanto o senhor simplesmente sentou na cadeira e abriu a pasta com os papéis que eu havia ignorado. Senti uma agulhada no meu braço, e soltei um belo de um palavrão. Bati a cabeça na mesa, e perguntei que diabos eles estavam fazendo, o homem apenas respondeu que era uma espécie de vacina que iria me fazer dizer somente a verdade, o jovem jogou fora a seringa e saiu da sala.

O senhor começou a me encarar, começou a jogar algumas imagens na minha frente, com algumas prostitutas que segundo ele tinham sido mortas por um bando de rapazes que há meses eles tentam encontrar, e que faziam parte de uma organização secreta que tinha como fundamento acabar com tudo que não preste para eles e que não dê lucros, em seguida jogou mais algumas imagens, nelas tinham algumas pessoas que sofreram queimaduras de terceiro grau, mas que ainda estavam vivas, segundo ele moradores de rua. Fiquei parada, observando os movimentos daquele homem que não parava de contar sobre esta organização, como se eu não soubesse de nada, havia me cansado de ouvir sobre eles, então deitei a cabeça na mesa e comecei a encarar o senhor, ele cruzou as mãos e botou-as embaixo de seu queixo, como se estivesse pensando, e disse que iria parar de falar de algo que eu já conhecia sobre, e pediu para que eu contasse tudo para ele, até onde os rapazes estavam.

Mas que diabos, foi o que eu pensei, como um policial desses pode achar que eu iria revelar onde eles estão? Ia debochar da cara dele, quando senti uma sensação estranha, um desconforto no estômago, na minha mente, as palavras não iam sair da forma que eu queria, lembrei, era a maldita injeção que o jovem havia me dado, o velho começou a rir e disse que sabia que eu iria esquecer daquilo, então prosseguiu e pediu para que eu contasse tudo.

Sem me controlar, acabei contando tudo o que sabia, comecei a chorar, e sentia toda a minha maquiagem saindo, e as palavras saiam de forma que eu não podia segurar, disse a ele que um deles era um parente e havia me dado a proposta de dinheiro fácil e na época eu estava desempregada, admiti que fiquei encantada com a proposta, e como um de nossos melhores amigos tinha morrido por causa de uma prostituta revoltada por não receber o pagamento do serviço, decidimos começar por essa raça, e motivados pela adrenalina de matar, resolvemos acabar com o sofrimento dos moradores de rua, o mais incrível era encontrar dinheiro de pessoas que jamais imaginaríamos ter, e que graças a isso, conseguimos encontrar mais pessoas que também estavam dispostas a matar, o pior de tudo é que algumas não se controlavam e acabavam matando que não merecia, isso irritava muito, e hoje era o dia de aniquilar esses imbecis, até que alguns policiais haviam nos visto.

O senhor parou o meu discurso e percebeu o sorriso no meu rosto, ele levantou a minha cabeça que estava encostada sob a mesa, e apenas perguntou, onde eles estão? Eu sabia que o soro não iria me deixar mentir, mas uma proposta não seria nada mal naquela ocasião, até por que com o dinheiro que eu havia juntado poderia muito bem viver em paz por alguns meses, foi então que olhei para ele, com toda a maquiagem borrada, e apenas disse que se me deixasse em paz e os levaria até eles. Ele concordou, e então se virou para a janela preta, e disse para o jovem entrar na sala, para me remover da cadeira e me pôr no carro.

A sensação de estar numa cama de hospital voltou, mas dessa vez a única diferença é que eu sabia para onde estava indo, ia me lembrando da rua por algumas cenas, até por que sempre mudávamos de esconderijo para evitar a proliferação de pessoas diferentes, e só algumas continuavam a participar da organização. Foi assim, que eu os guiei e comecei a imaginar como seria a minha vida a partir desse momento, sem ver sangue, sem ver fogo, sem correr atrás de alguém e principalmente sem ver a policia.

Quando chegamos ao local, que estava como de costume escondido em meio às árvores, o jovem abriu a porta do carro, e pediu para que eu me retirasse e mostrasse onde era o nosso esconderijo, imediatamente pedi para que ambos me acompanhassem, e em meio a galhos batendo em minha face, e lama prendendo os meus pés, mostrei a eles o caminho e quando chegamos lá, tudo estaria perfeito, se não fosse por um motivo, aquela velha usina estava totalmente coberta por cinzas, por sangue, e havia diversos corpos jogados ao chão, com o seguinte dizer: “extermine algo e este algo te exterminará”, imediatamente comecei a correr, mas o senhor me perseguiu e me jogou ao chão e disse que o trato estava desfeito. Naquele momento todos os meus pensamentos foram embora, e acabei apagando.

Texto por: Lií do blog "Hey, Hey, Garota Lií
Um dos vencedores da semana 165 do Blorkutando.

19 de novembro de 2011

Tema - 165ª Semana

A sugestão desta semana é: "Narrativa em 1ª Pessoa"

A partir dessa semana os temas do Blorkutando não são mais obrigatórios. Você pode escrever sobre o que você quiser e cadastrar aqui para participar da semana. A única coisa que vamos sugerir é o formato do texto. Todos os temas passam a ser livres e cada semana passa a ter sua sugestão de formato. Além disso os textos vencedores serão publicados na íntegra ao longo da semana no blog do Blorkutando.

O formato sugerido essa semana é a narrativa em primeira pessoa. Lembrem-se é apenas uma sugestão. Dito isso, comecem a escrever e boa sorte!

Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (25/11) e o resultado sai no blog do Blorkutando sábado (26/11).

Resultado - 164ª Semana

Um Novo Dia em "Cartas para Você" por Duda Almeida
Os dias passaram de uma forma inacreditavelmente rápida. Meu olhar pela fresta da janela consegue ver claramente os raios de sol e as flores que acabaram de surgir. A vida continuou. A sua vida continuou. Mas, a minha ainda tenta seguir em frente. As verdades, ainda ecoam em minha mente. Tentei mudar de cidade, ficar longe e tentar esquecer. Um plano fracassado. Tentei o plano B, C, D, e várias letras do alfabeto. Nenhum deles funcionou. [...]

Cause You Make me Feel em "Pulo de Pipoca" por Lívia
Não se assuste se me encontrar estática com os olhos arregalados, olhando para o nada. Sem piscar. Quando olho para o nada mergulho em mim mesma e esqueço tudo a minha volta.O nada onde fixo meus olhos é como um grande telão branco de cinema, perfeito para a projeção dos milhares de “filmes-memórias” que existem em minha mente. Analiso cada cena para descobrir algum detalhe que deixei passar. [...]

Vamos falar de Amor? em "Refúgia das Palavras" por Iasmin Cruz
Diante as várias formas desse sentimento, quero falar de um essencial, o AMOR PRÓPRIO. Baseado nisso, eu pergunto: Você se ama? Você está feliz com o que você é? Você está bem com seu corpo? Eu creio que muitas diriam NÃO, muitas queriam mudar algo ou tudo. Mas uma coisa eu aprendi com a vida: se você não se ama, não pode amar ninguém. Se amar, está bem consigo mesma é a peça chave para amar alguém, para conviver com o outro, para ser feliz. [...] 

O Primeiro (e último) Aniversário de Osmilda em "Vidas em Crônicas" por Vagner de Alencar
Durante 40 anos de idade, ela nunca tivera comemorado sequer uma única festa de aniversário. Aquela seria a primeira e a derradeira de sua vida. Toda vida Osmilda fugira de festejos. Definitivamente não gostava deles. Surpresas, nem pensar. Aquela noite, iluminada por uma imensidão de estrelas que formavam sombras na estrada de chão batido de terra vermelha, deixou também a sombra e a lembrança duma data que, por mais que se queira, jamais será esquecida. [...]

Uma Noite na Ópera em "Wink!" por Mia Sodré
Ela sabia que era tarde. Sua alva pele aos poucos se transformava naquilo que sempre detestou - plebe, comum. Era um movimento repetitivo, uma espécie de autotortura que fazia ao confrontar-se consigo mesma, ao confrontar-se com sua verdade velada em espelhos. Estava, aos poucos, envelhecendo e toda a maldade de seus pecados ocultos e ininteligíveis se reuniam para lhe assombrar à frente daquela superfície espelhada que fora um dia tão admirada por revelar um ideal grego de outrora. [...]

Peoples change. Memories don't  em "Yet Love" por Dinha Cavalcanti
Eu estava cansada. Sim, fisicamente, psicologicamente e emocionalmente cansada. As várias noites sem dormir me deram olheiras enormes e escuras, rosto pálido e olhar vago. Meu corpo todo desejava apenas alguns minutos desligados da mente que trabalhava a todo vapor. As memórias vinham sem misericórdia, sem escrúpulos e me atormentavam noite e dia, em uma sequência de imagens que alternavam entre alegria e tristeza, alegria e tristeza. Raramente eu conseguia fechar os olhos e ver apenas um cenário preto. [...]
Obrigada a todos que participaram essa semana e parabéns aos escolhidos! Até breve com o novo tema e fiquem de olho nas mudanças que vem por ai. :)

12 de novembro de 2011

Tema - 164ª Semana

O tema desta semana é: "Pauta Livre #05"

O espaço é seu, as linhas são suas e a criatividade também. Semana de pauta livre! Disserte, escreva um conto, desabafe, mande uma carta! Escreva o que quiser e mande seu post pra gente!

Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (18/11) e o resultado sai aqui no blog do Blorkutando sábado (19/11).

Resultado - 163ª Semana

Essência em "Di-Lua" por Lary
Para muitos não passava de uma casa no meio do nada, para mim, era no meio do tudo. Junto com a natureza, com os animais, com o desapego, com o sentimento, com Deus, e com o mais importante, comigo mesma. A vida na cidade grande tinha me transformado em um ser que eu não conhecia, e agora estava me descobrindo e me reinventando no meu novo lar. [...]

Em Busca da Felicidade em"Escrito por Extenso" por Romário Cavalcante
Correram em direção a casa. Ela lembrava inverno na casa da avó. No entanto estava suja e pouco iluminada. Dentro não havia nenhuma mobília, a não ser um velho baú vermelho no centro da sala, bem visível a quem entrasse pela porta principal. Havia um cachorro, também, que babava muito. Devia ser esse o monstro babão, pensaram eles. Mas de monstro ele não tinha nada. Balançou o rabo com uma alegria contagiante, assim que os viu. [...]

Uma Casa no Meio do Nada em "In My Place" por Leila Hani
De repente o tempo pareceu passar mais lentamente. Não, na verdade parecia retroceder; o simples fato de pisar naquele chão me fez voltar anos, era como se as lembranças da minha infância fossem imagens se movendo numa grande tela de cinema. Apesar de consideráveis anos terem transcorrido desde que deu as costas aquele lugar, ele permanecia praticamente inalterado. [...]

5 de novembro de 2011

Tema - 163ª Semana

O tema desta semana é: "Fotografia #04"


"Uma casa no meio do nada"
 
Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (11/11) e o resultado sai no blog do Blorkutando sábado (12/11).

Resultado - 162ª Semana

Essa semana tivemos apenas uma participação, mas vamos postar assim mesmo. O Halloween passou e apenas ela se interessou em escrever um conto sobre. Quando pensei no tema e decidimos usá-lo pensei que com tanto apelo no meio para vampiros, fadas, zumbis que o tema iria atrair mais participantes. Com filmes, séries e diversos livros que exploram esse universo... Mas não. Acho que estava enganada quanto a isso. De qualquer forma fiquem com o texto da semana:

3 P.M. em "Wink!" por Mia Sodré
Quando eu era pequena, minha mãe sempre dizia para ter cuidado à noite, porque - segundo ela - coisas estranhas aconteciam. Ela dizia que o Diabo estava sempre passeando pela Terra, rondando os humanos e espreitando por uma brecha onde ele pudesse entrar e trazer destruição. Nunca compreendi o que minha mãe dizia, mas sempre ouvi seus conselhos e nunca havia saído da cama à noite; até hoje. [...]
Obrigada a Mia por participar e gostaria de deixar um lembrete: quem quiser participar do sorteio do livro "Anna e o Beijo Francês" que o Blorkutando em parceria com o Cultivando a Leitura está sorteando ainda dá tempo a promoção vai até dia 12/11 e em menos de um minuto você está concorrendo. Além disso não deixem de conferir a outra promoção onde você escolhe qual livro vai ganhar, aqui. Até mais com o tema! Amanhã é dia da coluna de dicas, não se esqueçam!

29 de outubro de 2011

Dicas Bk #11

O Halloween está chegando, por isso hoje a nossa Coluna de Dicas quer te preparar para comemorar essa data em grande estilo: suando, gritando, pulando da poltrona, escondendo o rosto atrás da almofada, tremendo de medo e agarrando quem está do lado. Que tal selecionar alguns filmes para assistir no dia mais assustador do ano?

A Hora do Pesadelo

Freddy Krueger é o vilão de “A Hora do Pesadelo”, de 1984. Mas também é o “vilão” dos pesadelos da minha infância. Com sua clássica camisa listrada e garras de aço, neste filme esse molestador de crianças invade os sonhos de adolescentes de Springwood, em Ohio, causando grande terror. A solução para escapar de Freddy Krueger é não dormir. Quanto tempo você aguentaria? Freddy Krueger já marcou presença em 9 filmes desde a década de 80. Aviso logo: ele não se cansa.


Carrie, a Estranha

A história de Carrie chegou aos cinemas em 1976, mas até hoje a cena em que é humilhada no baile de sua escola inspira outras cenas em seriados, filmes e novelas. Carrie foi criada de forma nada saudável por uma mãe fanática religiosa. Isolada e retraída, a jovem se torna alvo das maldades de colegas de escola. É sem dúvida um dos casos de bullying mais clássicos da história do cinema. Mas o que ninguém esperava é que Carrie tivesse poderes paranormais para se vingar.


O Exorcista

Outro clássico aterrorizante da década de 70. Em 1973 “O Exorcista” chocou o mundo com uma versão de William Blatty para um caso de exorcismo de 1949. No filme, Regan MacNeil, uma menina de 12 anos, é possuída por um demônio que a leva a um comportamento agressivo e a movimentos inimagináveis, como girar a cabeça e levitar. A única saída é tentar um exorcismo.

O bebê de Rosemary


Esse filme de 1968 mostra a história de um jovem casal que se muda para um apartamento novo e passa a conviver com vizinhos muito estranhos. Quando Rosemary se descobre grávida, a moça passa a desconfiar das pessoas ao seu redor, inclusive de seu próprio marido, que parece estar cada vez mais envolvido com os mistérios de seus vizinhos. Sua gravidez é marcada por muitas dores, alucinações e perturbações. Será que Rosemary carrega um bebê normal em sua barriga?


Já assistiu alguns desses filmes? Qual filme de terror você indica para assistirmos tremendo juntos nesse Halloween?


Tema - 162ª Semana

O tema desta semana é: "Contos #03 - Halloween"

O Halloween ou Dia das Bruxas é comemorado em diversos países no dia 31 de outubro. Ele pode não ser uma tradição em nosso país, mas isso não quer dizer que precisamos ficar de fora! Bruxas, fantasmas, sustos, caveiras, serial killers e lendas assustadoras também fazem parte de livros, seriados e filmes que atraem os brasileiros. Em outras palavras, nós também gostamos de dar pulos na poltrona, jogando a pipoca pro alto na hora do susto e soltando gritos que não podem ser censurados na hora do pavor.

Para que todos entrem no clima, oferecemos a vocês algumas opções para criar um conto de Halloween de arrepiar! Que tal criar um conto sobre medo, perseguição, bruxarias, psicopatas ou terror? Que tal narrar com suas próprias palavras uma lenda urbana que te assusta? Que tal escrever sua própria história para algum personagem aterrorizante famoso da literatura, do cinema ou do mundo dos seriados? Que tal narrar um episódio de sua vida que seja digno de um filme de terror?

Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (04/11) e o resultado sai no blog do Blorkutando sábado (05/11).

Resultado - 161ª Semana

 O que move você? Muitas coisas podem mover uma pessoa, mas geralmente elas respondem de maneira unissíno, meus sonhos. O Blorkutando quis saber o que move nossos participantes. O que faz você sair da cama todo dia e seguir em frente. A eterna busca da felicidade, do sucesso ou de grandes acontecimentos. Afinal o que move você? Não tivemos muitos afim de responder essa pergunta, contudo foi interessante ver diferentes coisas motivam as pessoas e ao mesmo tempo que no fundo todos desejam as mesmas coisas. Os escolhidos em ordem alfabética são:

O que Move Você? em "Brand New Day" por Rafaela Moraes
No mundo real o que me move é saber que qualquer dia desses vou acordar e verei um milagre, pode ser amanhã, semana que vem, mas eu verei um milagre. De alguma forma todos nós esperamos um milagre à cada segundo de nossas vidas, o impossível tornando-se possível bem ali na sua frente e você sem palavras apenas com lágrimas nos olhos. [...]

Senta lá, Augusto em "In My Place" por Leila Hani
Conhece-te a ti mesmo, diria Platão. Nenhum motivo pode ser mais forte do que o desejo de superar a si mesmo. A necessidade de ultrapassar os próprios limites, de fazer algo diferente, de se tornar uma pessoa diferente, bem, são bons motivos para perseguir [...]

Desapego em "Wink!" por Mia Sodré
Era manhã na cidade. O Sol entrava silenciosamente por entre as frestas da janela de madeira, e com ele, uma sentença: é hora de se desapegar. A partir daquele dia, o desapego começou a ser minha motivação. Desapego do que eu era para uma transformação do que eu poderia ser. [...]

22 de outubro de 2011

Tema - 161ª Semana

O tema desta semana é: "Pergunta #05 - O que Move Você?"

O que move você? O amor. A fé. A alegria. A esperança. Uma pessoa. Uma coisa que gosta muito, um hobby. Sua família. Seus sonhos. Uma pergunta. A busca por uma resposta. Cada um encontra motivação num elemento diferente. Desde coisas consideradas padrões, normais até em coisas inusitadas e estranhas aos olhos de quem vê de fora. Não é possível fazer uma escala para definir qual desses combustíveis é o mais importante, pois o que realmente importa é que você precisa do seu para chegar onde deseja.

Qual é o seu combustível? O que te move? O que te faz querer continuar lutando e caminhando a cada novo dia? Pelo que você luta? O que te motiva? Apenas uma coisa ou um conjunto de motivos e razões? Afinal, o que move você?

Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (28/10) e o resultado sai no blog do Blorkutando sábado (29/10).

Resultado - 160ª Semana

Temas livres são sempre engraçados porque rendem textos muito semelhantes ou muito diferentes. Essa semana no geral foi uma semana uniforme. Acho que de alguma forma a blogosfera sobrevive ainda graças aos apaixonados, seja no sentido pura da palavra ou mais amplo. Falar dessas paixões e amores é o que mantem tudo em pé ainda.  Amar pessoas, bandas, livros, coisas. Expressar em linhas e contos tudo isso. Transcrever em entrelinhas contando a história alheia. Fique com os textos escolhidos essa semana, mais uma vez em ordem alafabética:

Vamos ter uma DR em "In My Place" por Leila Hani
Quantas vezes você já ouviu um artista dizer que os seus fãs são a coisa mais importante? Quantas vezes já ouviu um fã dizer que o seu ídolo é a coisa mais importante? Será que o fã, na qualidade de freguês tem sempre razão, ou seja, o artista tem mesmo que fazer algo de que seu público certamente vai gostar, que seja totalmente esperado? [...]

Finja que o Amor não Existe em "Mundo de Nati" por Natalia 
O amor é uma mentira que o nosso coração insiste em nos fazer acreditar. Mesmo sabendo que as coisas serão iguais e só o personagem será diferente, continuamos, porque pensamos que dessa vez poderá ser diferente. Nos iludimos novamente. Agimos cegamente, a carência faz de nós cegos que enxergam apenas quando querem e fingem não ver o que lhe faz sofrer. [...]

Inacabado em "Wink!" por Mia Sodré
Um dia eu vou abrir seu perfil em sua rede social favorita, como sempre faço, só para saber se você está bem e irei ver uma pequena modificação. Lá estará escrito: aquele que um dia você chamou de amor está em um relacionamento sério com uma garota qualquer que não é nem metade do que você é (sim, porque minha muito fértil mente tende a desqualificar qualquer pessoa que esteja com você) [...]

Fim de Fetsa em "Wonderland" por  Zinha Cordeiro
Vimo-nos. Então, a minha mente logo se pôs a planejar todo o decorrer de nossa relação. Desejei que as nossas operadoras não fossem as mesmas para não fazer chato o nosso amor. A troca de e-mails é uma coisa muito mais linda (e elegante). A gente passaria a fazer do outro um diário, em que nunca somos fiéis aos dias. [...]

15 de outubro de 2011

Tema - 160ª Semana

O tema desta semana é: "Pauta Livre #04"

Semana de tema livre! Fale sobre o que quiser, sobre quem quiser e como quiser! Compartilhe com a gente uma crítica, reflexão, conto, dica, recado ou desabafo! Bandeira verde para que você se expresse!

Escreva e poste o link aqui nesse tópico ou no perfil do facebook até 6ª feira (21/10) e o resultado sai aqui no blog do Blorkutando sábado (22/10).

Resultado - 159ª Semana

O tema dessa semana apesar de ter tido poucas participações foi um bom tema. Sabe, falar de crianças e infância hoje em dia é diferente. Hoje a gente vê desde crianças mini-adultos a absurdos como meninos de dez anos atirando em professora. Não sei o que eu falaria em um texto sobre como teria sido a minha infância se fosse nos dias atuais, mas com certeza eu torceria muito para ser uma criança normal, ou melhor aos moldes mais antigos. Onde a minha maior preocupação era ter o brinquedo tal ou ganhar um cachorro no natal. Sendo mais sincera ainda, não sei se saberia ser uma criança atual. Acho que se amanhecesse o dia como criança só preocuparia em assistir desenho, e não preocupar com prazos para trabalhos, provas, seria apenas criança. Se elas soubessem o quão crescer é ruim não fariam tudo para parecer mini adultos. Os textos escolhidos essa semana, em ordem alfabética, são:

Crianças x Tecnologia em "A Garota Diferente" por Ana Carolina
Hoje em dia criança de Nove anos tem notebook, tem celular c3, tem mil e uma bonecas. Estuda de manhã, faz violão, inglês, psicóloga, catequese, teatro, tem aula de tarde, sai de um compromisso e vai para outro. E onde esta o tempo para brincar? o pouco tempo que sobra esta na internet no *MSN, no Orkut, até mesmo no twitter. [...]

Infância Perdida em "In My Place" por Leila Hani
Daí eu fiquei me perguntando o que aconteceu com a infância das pessoas, o que acontece com as crianças de hoje em dia, afinal? Infância, também conhecida como aquela fase em que a pessoa é velha demais para usar fraldas e novo demais para ter espinhas. É que parece que as pessoas estão saindo das fraldas direto para a adolescência; o que é realmente uma pena. [...]
Parabéns aos publicados, obrigado aos que participaram e não deixem de conferir a promoção que está rolando em parceria com o "Cultivando a Leitura", aqui.

12 de outubro de 2011

Sorteio - Anna e o Beijo Francês

O primeiro sorteio do blog está no ar! O livro sorteado é o "Anna e o Beijo Francês" de Stephanie Perkins. O sorteio é uma parceria com o blog Cultivando a Leitura e vai rolar até dia 12 de novembro. Para particpar basta seguir as regras abaixo e esperar. Boa sorte a todos!